- QUAIS AS PRINCIPAIS MUDANÇAS ESTABELECIDAS PELA NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA?
Antes k, w e y não eram consideradas letras do alfabeto; Agora foram acrescentados ao idioma o k, o w e o y, de modo que o nosso alfabeto passa a ter 26 letras.
Antes o trema (ü) era utilizado no “u” átono das sílabas “que”, “qui”, “gue”, “gui”, como nas palavras: seqüestro, conseqüência, agüentar; Agora não se utiliza mais o trema nas palavras de língua portuguesa. Portanto, agora se escreve: sequestro, consequência, aguentar.
Antes colocava-se o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, ler, ver, dar e derivados; Agora grafam-se essas formas sem o acento: creem, leem, deem, veem.
Antes colocava-se o acento circunflexo nos hiatos “oo”, como nas palavras enjôo e vôo; Agora grafam-se essas formas sem o acento: voo e enjoo.
Antes usava-se o acento diferencial para a distinção de palavras homógrafas, isto é, palavras com grafias e pronúncias semelhantes, mas com significados diferentes. Exemplos: como “pêlo” (substantivo) e “pelo (preposição)”, “pára” (forma verbal) e “para” (preposição); Agora não se usa o acento para a distinção dessas palavras. Portanto, elas são grafadas da mesma forma.
Observação: o acento diferencial na forma “pôde” para a distinção da forma “pode” permanece, assim como na forma “pôr” (verbo) e “por” (preposição).
Antes usava-se o acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi”, presentes em palavras como “assembléia”, “idéia” “heróico”, “apóio”; Agora devem-se escrever essas palavras sem acento: assembleia, ideia, heroico, apoio...
Observação: Permanece o acento agudo nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas, como anéis, herói e dói.
Antes utilizava-se o acento agudo no “u” tônico das formas verbais rizotônicas quando precedido por “q” ou por “g” Exemplo: obliqúe, averigúe, argúi; Agora Não se devem acentuar mais essas formas rizotônicas: oblique, averigue, argui.
Antes colocava-se o hífen nas palavras compostas por prefixos terminados em vogal caso a palavra seguinte começasse por r ou s. Exemplo: ante-sala, auto-retrato, contra-regra, contra-senha; Agora oo invés do hífen, devem-se duplicar o r ou o s nessas palavras: antessala, autorretrato, contrarregra, contrassenha.
Antes usava-se o hífen nas palavras compostas cujos prefixos terminassem em vogal e a palavra seguinte começasse também por vogal. Exemplo: auto-ajuda, neo-imperialismo, auto-escola; Agora Deve-se eliminar o hífen dessas palavras, que passam a ser escritas como: autoajuda, neoimperialismo, autoescola.
Observação: A regra não se aplica caso a palavra seguinte comece por h. Portanto, permanecem iguais as grafias de palavras como “anti-higiênico” e “extra-humano”.
Antes não se usava o hífen em palavras compostas cujo prefixo terminasse por vogal e a palavra seguinte se iniciasse por essa mesma vogal. Exemplo: microondas, microorganismos antiinflamatório; Agora deve-se utilizar o hífen para separar as duas vogais semelhantes. Portanto, o correto é: micro-ondas, micro-organismos, anti-inflamatório.
Observação: Exceção feita ao prefixo “co”, caso a palavra seguinte comece por “o”
- Mais de um fez ou fizeram o trabalho?
Quando a expressão “mais de um” funciona como sujeito, o verbo deve permanecer no singular. Assim, o certo é “Mais de um fez o trabalho”. É possível, todavia, que o verbo seja flexionado se houver a idéia de reciprocidade. Ex: Mais de um aluno atacaram-se no colégio. [Enviada por Leomar] - A palavra “canto”, solta, é verbo ou substantivo?
A classificação morfológica desta palavra sozinha é propriamente a de verbo, pois ao se dizer simplesmente: “Canto” temos um enunciado de sentido completo, o qual figura um período simples, onde canto é um verbo intransitivo e eu, sujeito oculto ou desinencial. No entanto, esta palavra também pode ser um substantivo, sendo, para isso, necessário criar um contexto propício, como por exemplo, “Um canto soou na cidade”. Como você pôde perceber, nesse caso, “canto” é substantivo, pois está regido pelo artigo “um”. [Enviada por Maria] - Eu colôro ou coloro?
O verbo colorir é classificado como defectivo, isto é, não é possível conjugá-lo em todos os tempos verbais. No presente do indicativo, tempo em questão, ele não admite a conjugação da primeira pessoa do singular. Dessa maneira, nenhuma das duas formas está correta, pois a conjugação começa a partir da segunda pessoa: tu colores, ele colore, nós colorimos, vós coloris, eles colorem.
[Enviada por Fabiano] - Usa-se a vírgula antes ou depois do mas?
A vírgula deve ser empregada antes dessa conjunção, que introduz uma oração coordenada sindética adversativa. O mesmo ocorre com as outras conjunções que exprimam adversidade como “porém”, “entretanto”, “todavia”, “contudo”... Exemplificando: “Mariana estudou muito, mas não obteve êxito na prova do vestibular.” É importante salientar ainda que as conjunções adversativas, com exceção da conjunção “mas”, podem aparecer deslocadas, devendo, nesse caso, ser postas entre vírgulas. Veja o exemplo: “Mariana estudou muito, não obteve, entretanto, êxito na prova do vestibular.”
[Enviada por Elaine dos Santos] - Tinha pego ou tinha pegado?
Alguns verbos, como pegar, pagar ou salvar, por exemplo, possuem dois particípios (pego e pegado). O primeiro é o particípio regular (pagado, pegado, salvado…), cuja utilização se dá nos casos de voz ativa, auxiliado pelos verbos ter ou haver. Exemplo: eu tinha pegado o documento; eu havia pagado a conta. O segundo particípio é o irregular (pego, pago, salvo…), utilizado na voz passiva e auxiliado pelos verbos ser e estar. Exemplo: O homem foi pego por mim; foi pago; está salvo…
[Enviada por Ana Carolina] - Quem obedece, obedece alguém ou a alguém?
Quem obedece, \\\"obedece a alguém\\\". O verbo obedecer é transitivo indireto, exigindo, dessa maneira, a preposição “a”. Veja os exemplos: quando criança, obedecia a meu pai; meu aluno obedece perfeitamente às regras gramaticais.
[ Enviada por Fabiano Alves] - Entreguei a carta \"em mãos\" ou \"em mão\"?
O correto é “Entreguei a carta em mão”. De acordo com a concordância nominal, a expressão \"em mão\" não deve variar. Assim sendo, observe os exemplos: “Recebi as flores em mão”; “entrego-lhe em mão os arquivos do processo”.
[Enviada por Igor do Nascimento] - Duzentos ou duzentas gramas de carne?
Quando a palavra “grama” diz respeito à unidade de medida de massa, ela é um substantivo masculino, portanto deve-se escrever “duzentos gramas de carne”. Existe também a palavra “grama” que significa planta, vegetal; nesse caso, ela é um substantivo feminino.
[Enviada por Tito] - A palavra menos existe no feminino? Se existe, como usamos?
O termo menos em todas as suas aplicações (advérbio, pronome indefinido, substantivo, locução conjuntiva, preposição) permanece invariável. Assim, o correto é dizer: “Havia menos alunos na sala”; “Havia menos alunas na sala”.
[Enviada por Lenieda Andrade] - Ratificar ou retificar?
Esses dois verbos, embora parecidos, possuem significados diferentes. Enquanto “ratificar” é o mesmo que validar, confirmar, autenticar, “retificar” é o mesmo que tornar reto, corrigir, pôr em linha reta. Esses vocábulos que possuem pronúncias e grafias parecidas, mas significação diferente, são chamados de parônimos. [ Enviada por Yolanda]