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Maria da Penha, Maria  que  empenha  sua  vida  para  libertar  e  libertar-se.

Maria  que  carrega  em  si  o  sangue  e  a  história  de  outras  Marias, mesmo  que  Maria  não  se  chamem.

Maria Quitéria, Maria Felipa, Luiza Mahin, Olga Benário, Ana Montenegro, Joana Angélica, Mãe Menininha, todas  que  tiveram  força  para dizer  NÃO  quando  o mundo  as  obrigava  a  dizer  sim.

Maria da Penha, a que fez seu sofrimento virar lei.  Pela coragem, pela persistência, pela crença na luta sem tréguas,  pela  força  da  condição  feminina  elevada  ao  altar  da  condição  humana.

Marias pagavam caro no mundo dos Josés, dos Joões, dos Joaquins.  O sexo frágil, a dor calada, a espera resignada.

O pai,  o irmão,  o marido:  a máscula  sucessão  da  força  que  manda,  que  provê, que  impõe.

Maria da Penha  sentiu no corpo essa força, mas buscou mais força dentro de si e tornou-se  forte frente a tudo isso.

Maria da Penha, pessoa e símbolo. Referência  que se faz  farol em um momento de turbulências e  sombras.

No dia 09 de Setembro, Maria da Penha estará conosco, aqui em Salvador, e falará com a voz de todas as mulheres.

Vamos  aplaudi-la.   De  pé.  Como  se  devem  aplaudir  os  que  dão  a  vida  para  a vida  não  perder.

 

 

 

 

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